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ARTIGOS



INTERNET

A Internet é uma rede de computadores interconectados para compartilhar informações. A interconexão foi criada como uma teia de aranha (o nome “web” quer dizer teia). Nenhum ponto sustenta toda a estrutura e rotas alternativas podem ser empregadas quando um ponto for danificado ou não puder ser usado. A idéia da teia nasceu com objetivos militares. O Departamento de Defesa dos EUA diagnosticou a necessidade de criar alternativas de interconexão para resolver possíveis falhas de computadores a fim de evitar um desastre militar.

A “Internet Corporation for Assegned Names and Numbers (ICANN)”, associação norte-americana sem fins lucrativos, baseada em Marina del Rey, Califórnia, é responsável pela administração dos endereços no “Internet Protocol (IP)” e dos nomes de domínio (sequência de números identificadora de um site), assim como as terminações dos endereços de mais de 200 países (tipo “.br”).

O poder da ICANN é imenso. Ela pode, por exemplo, desconectar qualquer endereço da rede. O Departamento de Comércio dos EUA tem o controle da Internet mundial por meio do poder de veto sobre as atividades estratégicas da ICANN, da qual participam representantes de todos os países interessados, comenta Joaquim Falcão, mestre em Direito pela Universidade Harvard, EUA (Folha de S. Paulo, São Paulo, 31 jul. 2005, p. A3).

O Conselho de Administração da ICANN tem dezoito membros, dos quais dois indicados pela comunidade de informática do Brasil (id.).

Em 1998, o governo Clinton, em razão do interesse global, assumiu o compromisso de abrir mão do controle exercido sobre a Internet mundial e estabeleceu um período de transição. Iniciou-se um processo de multilateralização da governabilidade da Internet. (id.).

O governo Bush, em jul. de 2005, interrompeu esse processo. Decidiu manter o controle sobre a Internet mundial indefinidamente, preservando a unilateralização (id.).

Dos treze servidores-raiz da Internet existentes no mundo, dez são operados nos EUA (submetidos ao controle tecnológico e físico de instituições norte-americanas), um na Inglaterra, um no Japão e outro na Suécia, comenta Joaquim Falcão (id.).

A União Européia apresentou à Cúpula Mundial das Nações Unidas sobre a Sociedade da Informação, em reunião realizada em 29 set. 2005 em Genebra, proposta para a criação de um órgão intergovernamental para definir os princípios da Internet. Os EUA reagiram negativamente. Para preservar a segurança e a estabilidade dos alicerces técnicos da Internet, pretendem manter o seu papel histórico de autorizar mudanças ou alterações nos arquivos da zona-raiz. Sem consenso, alguns especialistas admitem a possibilidade de os países contornarem a ICANN e definirem o seu próprio sistema de nome de domínio (DNS). O sistema de endereços único tornou a internet poderosa e medidas para a criação de diversas internets não são do interesse de ninguém, advertem os EUA (Folha de S. Paulo, 01 out. 2005, p. B12).

Chegou a hora de algum organismo das Nações Unidas cuidar da administração dos domínios da Internet, opina Sergio Rosa, diretor do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO), integrante da delegação brasileira à Cúpula Mundial. O espírito colaborativo pelo qual a Internet alcançou o seu estágio atual não pode ser deixado de lado, diz Demi Getschho, representante do Brasil na ICANN (Isto É Dinheiro, São Paulo, n. 421, 05 out. 2005, p. 51).

A ICANN continuará sendo a responsável pelo sistema de domínios da Internet por mais cinco anos, com base em acordo obtido na abertura da reunião da Cúpula Mundial das Nações Unidas sobre a Sociedade da Informação (WSIS, na sigla em inglês), realizada em 16 nov. 2005 em Tunis, na Tunísia (Valor, São Paulo, 17 nov. 2005, p. B3).

No Brasil, o Comitê Gestor de Internet (CGI), criado em 1995 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério das Comunicações, coordena o registro dos domínios. A Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) regula o sistema de cobrança de acesso (atualmente, tarifa única). O Instituto Nacional de Tecnologia e Informação (ITI), autarquia vinculada à Casa Civil, administra e fiscaliza a emissão de certificados digitais, ou a Infra-estrutura de Chaves-Públicas (ICP-Brasil). A Associação Brasileira dos Provedores e Acesso (ABRANET), criada em 1996, objetiva incentivar o mercado de provimentos de acesso. A Associação Nacional dos Usuários de Internet (ANUI) representa a comunidade de usuários no CGI. O Brasil tem cerca de 500 mil nomes de domínio.

O Brasil ocupa a 38ª posição no “ranking” mundial de desenvolvimento da internet. São 17,9 milhões de brasileiros com algum tipo de acesso à rede em casa. São 5,6 milhões de lares com micro conectado à internet. São 5,3 milhões de brasileiros com acesso à rede pela banda larga em casa (Folha de S. Paulo, São Paulo, 25 maio 2005, Informática Especial, p. 2).

Nas Américas, os EUA, em 1º lugar, concentram 70% dos usuários de Internet, 60% dos telefones fixos e 48% dos celulares da região, segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT). O Brasil, em 2º lugar, tem 8% dos usuários de Internet, 14% dos telefones fixos e 18% dos celulares (Folha de S. Paulo, São Paulo, 04 out. 2005, p. B4).

O rádio levou 38 anos para atingir 50 milhões de usuários no mundo; o computador, 16 anos; a televisão, 13 anos, a tv a cabo, 10 dez anos; e a internet, apenas 4 anos (Forbes Brasil, São Paulo: Ed. JB, 09 set. 2005, p. 33).

No Brasil, em 1995, quando 30 milhões de pessoas já estavam conectadas à Internet, os ministérios das Comunicações e da Ciência e Tecnologia criaram a figura de acesso privado à Internet e liberaram a operação comercial. Os usuários fora das universidades passaram a ter acesso à web (id., p. 34).

GOOGLE - Fundado em 1997 por Larry Page e Sergey Brin, o “Google”, inicialmente só sistema de busca na Internet, oferece outros serviços, tais como “Orkut” (comunidade “online”), “Gmail” (“e-mail” gratuito), “Blogger” (diários na web), “Google News” (principais notícias do dia), “Froogle” (serviço de comparação de preços em sites de comércio eletrônico), “Google Earth” (localizador e visualizador com fotos de satélite de toda a superfície da Terra), “Google Desktop” (veloz mecanismo de busca capaz de indexar e localizar todos os arquivos do micro), “Google Print” (mecanismo de busca interna em livros escaneados e digitalizados); “Google Vídeo” (mecanismo de busca em vídeos, capaz de encontrar frases e exibir clipes de filmes). Após a abertura do capital em 2004, o “Google” tornou-se uma potência dos negócios e transformou-se numa das 20 companhias mais valorizadas do planeta. Sua receita é toda de publicidade. Os serviços são gratuitos. O “Google”, com mais de 8 bilhões de páginas indexadas, faturou US$ 5,2 bilhões de dólares, nos últimos 12 meses contra US$ 4,8 bilhões do “Yahoo!”, seu concorrente direto (Exame, São Paulo: Abril, n. 855, 09 nov. 2005, p. 24).

WINDOWS - O sistema operacional Windows está presente em mais de 94% dos computadores em todo o mundo. Antes do Windows 1.0, os computadores funcionavam por meio de comandos de texto, digitados no teclado pelo usuário, baseados no DOS (Disk Operating System). Sem interface gráfica, a tela dos PCs, quando iniciados, apresentava apenas um cursor a piscar, esperando pelos comandos do usuário. A trajetória do Windows iniciou em 1981 com o lançamento do MS-DOS (Microsoft Disk Operating System), o DOS da Microsoft, base para as versões do Windows até o surgimento em 1995 do Windows 95, quando o sistema operacional Windows se torna independente do MS-DOS. Em 1985, a Microsoft lança o Windows 1.0, uma versão melhorada do MS-DOS, em cores. Em 1987, lança o Windows 2.0, quando aparecem os aplicativos Word e Excel. Em 1990, lança o Windows 3.0, quando oferece o recurso multitarefa (execução de vários programas ao mesmo tempo). Em 1995, lança o Windows 95, quando oferece o reconhecimento de acessórios “plug and play”. Em 1998, lança o Windows 98, quando apresenta como novidade a compatibilidade com dispositivos USB e discos DVD. Em 2000, lança o Windows Millenium e, mais voltado para empresas, o Windows 2000. Em 2001, lança o Windows XP, baseado no código do Windows NT/2000. Para 2006, está previsto o lançamento do Windows Vista, baseado no código do Windows Server 2003, com a pretensão de oferecer mais segurança aos usuários, além de recursos integrados com a Internet (Diário do Nordeste, Fortaleza, 28 nov. 2005, Negócios, p. 5).

SOFTWARE – O Brasil é 15º país no “ranking” do mercado de “software”, com US$ 617 bilhões de transações por ano, de acordo com levantamento da “International Data Corporation (IDC)”, divulgado pela Associação Brasileira das Empresas de Sofware (ABES). Os EUA são o 1º do “ranking”, com 43,5% do valor das transações, seguidos do Japão (2º), Inglaterra (3º), Alemanha (4º) e França (5º). Em 15º lugar no “ranking” e o 2º emergente melhor colocado, o Brasil responde por 0,96% do valor das transações (atrás da China, com 1,2%). No Brasil, 73% dos programas utilizados são produzidos no exterior. A pirataria ainda domina o mercado de ‘software’ (64%), de acordo com a ABES (Folha de S. Paulo, São Paulo, 09 dez. 2005, p. B8).

INTERNET SEM FIO – O ´WI-FI´ e o ´WIMAX´, a mais nova tecnologia, são meios de acesso sem fio à internet. No ´WI-FI´, uma conexão com fio ou cabo chega ao local e, por meio de uma pequena antena, o sinal sem fio é distribuído internamente (alcance de 100 m e velocidade de até 54 Mbps). No ´WIMAX´, o sinal chega ao local por meio de antena receptora e é distribuído por rede interna de cabos. A conexão sem fio é possível a uma distância de até 50km da antena de retransmissão (velocidade de 75 Mbps). Para a distribuição do sinal ´WIMAX´, a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) reservou as faixas de frequência de 3,5 GHz e de 10,5 GHz, a serem licitadas em 03 set. 2006 (Folha de S. Paulo, São Paulo, 31 ago. 2006, p. B6).

SKYPE - A tecnologia “skype” é uma alternativa à telefonia convencional ao alcance de qualquer um com acesso à Internet, explica Niklas Zennstrom, sueco, 38 anos, seu criador. A telefonia tradicional usa uma rede centenária e ineficiente. Com mais de 10 milhões de usuários, o “skype”, gratuito, permite conversar com o mundo pela Internet. Só cobra pela ligação do PC para o telefone fixo ou móvel em outro país, com tarifas infinitamente menores. A penetração do “Skype” é maior nos países nos quais os níveis de educação e banda larga são mais altos. O Brasil é um dos países mais rápidos nessa corrida, diz Zennstrom (Info Exame, São Paulo, out.2004, n. 223, p. 21).

A Cisco lançou, há 5 anos, o primeiro telefone capaz de ser conectado à internet. Mas só agora o tráfego de voz baseado na tecnologia da internet (conhecido tecnicamente como “voz sobre o protocolo IP” ou pela sigla “VoIP”) começar a ganhar feições de tecnologia de massa. Na “VoIP”, a voz é transformada em sinais digitais e deixam de existir pulsos, interurbanos e tarifas internacionais. Fazer uma ligação passa a ser igual a enviar um “e-mail”. A grande vantagem da “VoIP” é a conta de telefone de 30% a 60% mais barata no final do mês. Em 2004, a “VoIP” será o maior investimento das empresas brasileiras em tecnologia (Exame. São Paulo, n. 828, 13.out.2004, p. 116).