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ARTIGOS



CASAIS INTELIGENTES ENRIQUECEM JUNTOS

Os problemas financeiros familiares decorrem de decisões ou escolhas ruins. Se pessoas enfrentam dificuldades financeiras, a culpa não é dos juros elevados dos bancos, mas sim de um padrão de vida elevado demais para a renda da família. As pessoas têm dívidas hoje em razão de uma compra realizada antes sem contar com o dinheiro. Os erros financeiros são verdadeiras armadilhas, adverte Gustavo Cerbasi, autor de “Casais inteligentes enriquecem juntos” (São Paulo: Ed. Gente, 2004, p. 30).

Na maioria das vezes, orçamento, planejamento financeiro, dinheiro ou controle de gastos não fazem parte das conversas dos casais. A fixação de objetivos de longo prazo passa a ser um problema (id., p. 30).

Em geral, as famílias evoluem convivendo com falta de planejamento, pequenas brigas diárias em torno de dinheiro e rápidos ajustes do orçamento a eventuais crescimentos na renda. Quando aumenta o salário, logo se encontra uma forma de utilizar a renda extra, seja adquirindo bens em prestações, seja trocando de automóvel ou comprando um terreno, um sítio ou uma casa de praia por meio de financiamento. Com a adoção do planejamento financeiro, esse cenário seria diferente. Para formar uma poupança, as famílias adiariam por alguns meses a aquisição de certos bens. Moradia e veículos teriam um padrão ligeiramente inferior à renda familiar, mas esses bens estariam garantidos para o resto da vida com base numa poupança (id., p. 31/32).

São pontos essenciais no planejamento financeiro: 1) controle de gastos; 2) estabelecimento de metas; 3) disciplina com investimentos; 4) ajustes em razão da inflação e de mudanças na renda; 5) administração do patrimônio conquistado (id., p. 61).

A fórmula da abundância financeira é simples: 1) realizar gastos a valores inferiores à renda e investir a diferença; 2) reinvestir os retornos até formar uma massa crítica capaz de gerar a renda desejada para o resto da vida (id., p. 69).

Perfil do investidor brasileiro

As pessoas casadas são as mais preocupadas com investimentos: 57% dos aplicadores são casados, 27% são solteiros e apenas 16% são separados ou viúvos, de acordo com pesquisa da Associação Nacional de Bancos de Investimento e Desenvolvimento (ANBID). A maior parte dos investidores, 68% deles, têm filhos (“Executivos Financeiros”, São Paulo, n. 174, ago./2005, p. 9/10).

Idade do investidor - Dos 54 milhões de brasileiros com mais de 18 anos das classes A, B e C, apenas 2,4 milhões são investidores, dos quais: 38% têm mais de 50 anos; 26%, entre 40 e 49 anos; 19%, entre 30 e 39; e 16%, entre 16 e 29 anos (id).

Sexo do investidor – Os homens são a maioria dos investidores, 56% do total.

Renda do investidor - Os brasileiros com renda entre R$ 4.800,01 a R$ 9.600,00 correspondem a 30% dos investidores; com renda entre R$ 1.200,01 a R$ 4.800,00, a 24%; com renda superior R$ 19.200,01, a 10%; com renda até R$ 1.200,00, a 5% apenas (id.).

Formação do investidor - A grande maioria dos investidores, 88% deles, têm boa formação. Apenas 4% têm formação do ensino fundamental e 23% concluíram o ensino médio (id.).

Finalidade – Para 33% dos investidores, o objetivo do investimento é ter segurança em emergências; para 30%, manter valor e usar quando necessário; para 20%, realizar projeto/comprar; para 11%, deixar para os filhos; para 5%, velhice ou aposentadoria.