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ARTIGOS



CRUZADAS

Em 1054, com o Grande Cisma a Igreja Católica dividiu-se em duas: a Igreja de Roma (cristãos do ocidente), identificada com o Sacro Império Romano, fundado por Carlos Magno (742 – 814), e a Igreja Ortodoxa (cristãos do oriente), identificada com o Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com sede em Constantinopla.

O Império Romano estava dividido desde 284 a.C., quando Constantino assumiu o Império do Oriente e Diocleciano, o Império do Ocidente. O Império do Oriente durou de 284 a.C. até 1453 (derrubado pelos muçulmanos) e o Império do Ocidente, de 284 a.C. até 476 (derrubado pelos ostrogodos). Com origem no Império do Ocidente, surgiu em 800 o Sacro Império Romano, com duração até 1806, vencido por Napoleão Bonaparte.

Em 1081, o imperador Aleixo Commeno, do Império do Oriente, então derrotado pelos muçulmanos, pede a ajuda do papa Gregório VII, falecido sem tempo de atender a solicitação. O papa Urbano II, seu sucessor, após o Concílio de Clermont (27 nov. 1095), desencadeia a primeira cruzada em socorro aos bizantinos e para a conquista da Terra Santa.

Em 1099, os cruzados da Primeira Cruzada (1096 – 1099) tomaram Jerusalém, e Godofredo de Bulhões foi seu primeiro governante, sucedido por seu irmão, Balduíno I, investido como rei. O movimento das cruzadas continuou para defender a ocupação dos cristãos na Terra Santa (“Coleção Grandes Guerra - V”. São Paulo: Abril, abr. 2005).

Foram empreendidas mais sete cruzadas: a Segunda, de 1147 a 1149 (conduzida por Luís VII e Conrado IV); a Terceira, de 1189 a 1192 (da qual participaram Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra, Felipe II, da França, e Frederico Barba-Roxa, da Alemanha); a Quarta, de 1202 a 1204 (lançada pelo papa Inocêncio III); a Quinta, de 1218 a 1221; a Sexta, de 1228 a 1229; a Sétima, de 1248 a 1254; e a Oitava, de 1267 a 1270 (id.).

Em 1187, na batalha de Hattin, os muçulmanos, sob a liderança de Saladino (1138 - 1193), derrotaram os cristãos, comandados por Guy de Lusignan, francês, sucessor de Balduíno IV, e retomaram Jerusalém. A tomada de Acre, em 1291, a última cidade cristã, marca o fim da era das Cruzadas na Terra Santa (id.).

À luz de seus propósitos originais, as Cruzadas foram um fracasso. Não promoveram conquistas permanentes na Terra Santa. Não retardaram o avanço do Islã. Longe de ajudar os bizantinos, aceleram sua desintegração. Fomentaram a intolerância entre muçulmanos e cristãos, quando antes havia um mútuo respeito. E ainda recrudesceram o anti-semitismo na Europa, avaliou Williston Walker em seu livro “Uma história da Igreja Cristã (id.).

O islamismo, religião fundada pelo profeta Maomé (570 d.C. – 632 d.C.), assemelha-se tanto ao cristianismo como ao judaísmo. Os muçulmanos dizem venerar o mesmo Deus venerado por judeus e cristãos.

Em 1453, os otomanos (turcos mulçumanos) tomaram Constantinopla e dão fim ao Império Bizantino (antigo Império Romano do Oriente), com sede em Bizâncio, fundado em 330 d.C. por Constantino (ele rebatizou a cidade de Bizâncio para Constantinopla). Sob o Império Otomano (1299 – 1571), Constantinopla passou a chamar-se Istambul. Em 1571, Felipe II, rei da Espanha, católico, da dinastia dos Habsburgos, derrotou os otomanos.