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ARTIGOS



VINHOS CALIFORNIANOS

Os missionários espanhóis plantaram as primeiras videiras na Califórnia em 1769, então parte do México.

Os EUA anexaram a Califórnia em 1850, e, a partir daí, fazendeiros imigrantes (italianos, franceses, alemães e húngaros) se mudaram para a Califórnia e começaram a cultivar uvas.

Situadas ao norte de São Francisco, Napa Valley, Sonoma Country e Mendocino são as regiões mais famosas. Localizadas ao sul de São Francisco, Central Coast e Central Valley são as principais regiões produtoras de vinhos tintos finos.

O Napa Valley era habitado pelos índios Wappo, e o general Yount tornou-se, em 1831, o primeiro homem branco a estabelecer-se nessa região, na qual plantou as primeiras videiras.

O vinho californiano começou a decolar a partir dos anos 70. Antes, a Califórnia possuía pequena quantidade de vinícolas, e hoje ela sedia cerca de 800 vinícolas, e esse número continua crescendo. O vinho californiano responde por 88,8% de todo o vinho produzido nos EUA, quarto maior produtor de vinhos.

Justamente a partir da década de 70, o consumidor americano despertou para o vinho e passou a ser um consumidor mais criterioso.

Charles Krug, alemão, fundou em 1858 a primeira vinícola, comprada em 1943 por Cesari Mondavi, italiano, um dos nomes mais expressivos da produção vinícola americana até hoje.

Robert Mondavi se desentendeu com seu irmão, e fundou em 1965 a Robert Mondavi Winery, hoje uma das mais respeitadas e famosas vinícolas americanas.

A A. E. & J. Gallo Winery, de Modesto, Califórnia, é a maior vinícola do mundo.

Os vinhos tintos são elaborados com a "cabernet sauvignon", a "zinfandel", a "merlot", a "pinot noir"e a "petite sirah". A "chardonnay" tem o domínio na produção dos vinhos brancos, mas se destacam também a "chenin blanc" e a "sauvignon blanc".

A "petite sirah" produz um dos vinhos mais encorporados e tânicos do mundo. A "zinfandel", bastante difundida na Califórnia a partir do século XIX, muito identificada com os EUA, elabora um vinho delicioso de beber, tipicamente seco e bem-encorpado. A "zinfandel" e a "primitivo" (cultivada na Puglia, Itália) são clones, parentes próximas da "crijenak", casta croata.

A legislação americana reguladora da produção de vinhos é liberal, e determina apenas a obrigação de caracterizar geograficamente a procedência, além de fixar um mínimo de 75% de determinada cepa para caracterizá-lo como varietal. O rótulo pode ostentar o nome da uva.

Os vinhos californianos aliam às condições naturais ideais a alta tecnologia, e o resultado é a produção de alguns vinhos comparáveis aos grandes de Bordeaux. As safras na Califórnia não variam tanto como na Europa. As vinícolas já utilizam bastante a barrica de carvalho para o amadurecimento do vinho.

Há 15 anos, os vinhos brancos eram mais vendidos em relação aos tintos no mercado americano. Mas hoje a venda está equiparada: aumentou o consumo de vinho tinto a divulgação de relatórios mostrando os benefícios do tinto para a saúde das pessoas.

Robert Parker, americano, residente em Maryland, editor da "newsletter" "The Wine Advocate", inventou um sistema de pontuação de até cem pontos, respeitado no mundo inteiro. A "Wine Spectator", revista americana, considerada a "Bíblia" por muitos enófilos brasileiros, tem um sistema semelhante. Hugh Johnson, inglês, morador da St. James St. em Londres, também tem um sistema de pontuação baseado numa hierarquia de uma a quatro estrelas.

Os vinhos do Novo Mundo, observa Johnson, "apelam mais a alguns paladares do que os vinhos do Velho Mundo, porque os vinhos de países mais quentes são mais maduros, mais doces e têm um teor alcoólico mais alto". Prossegue: "Assim, os vinhos da Argentina, Chile, Austrália e Califórnia convencem mais pela 'personalidade' forte e facilmente reconhecível. Mas os vinhos europeus são, talvez, mais sutis." Johnson acha "um absurdo os vinicultores franceses terem começado a aumentar a 'potência' dos seus vinhos só para ganhar a aprovação de alguns críticos poderosos americanos".

Os vinhos são a outra grande paixão de Francis Ford Coppola, diretor de cinema ("O Poderoso Chefão", "Apocalypse Now", "Drácula"). Em 1975, Coppola adquiriu parte da Inglenook, vinícola lendária da Califórnia, fundada em 1879. Em 1994, ele comprou o resto da propriedade, incentivado pela qualidade dos parrais e pela beleza do castelo. Coppola adotou a seguinte nomenclatura para a sua linha de produção: "Rubicon" (os "tops") e "Francis Coppola Diamond Series". Humberto Cárcamo, da importadora carioca Reloco, iniciou a distribuição no Brasil desses vinhos.