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ARTIGOS



HISTÓRIA DA MATEMÁTICA

A história do homem na Terra é registrada a partir da invenção da palavra escrita pelos sumérios, há 5 mil anos, a primeira civilização que marcou a presença no planeta. Os sumérios antecederam os babilônios e os egípcios, e viveram na Mesopotâmia, região onde hoje se situa o Iraque.

A escrita, em seu sentido de fixação de símbolos para representar os sons vocais, surgiu então há 5 mil anos com os sumérios, mas o homem só aprendeu a fazer contas há cerca de 4 mil anos, quando os mercadores da Mesopotâmia desenvolveram o primeiro sistema científico para contar e acumular grandes somas. Os mercadores utilizavam sementes secas (contas) para encher sulcos na areia. A palavra contar se origina dessas contas e a primeira máquina de contar foi o ábaco, aparentemente inventado pelos chineses.

Antes do processo de contas e sulcos dos mercadores da Mesopotâmia, os pastores controlavam o número de ovelhas fazendo corresponder igual número de pedras (pedra, em latim, é calculus, daí a origem de calcular).

No segundo milênio a.C., os babilônios criaram as primeiras formas de numeração posicional, ou seja, um número pode ter diferentes valores, dependendo da posição em que está.

No século VI a.C., os gregos simplificaram a notação numérica, abandonaram as formas gráficas do número e as substituíram por letras, as quais correspondiam à designação inicial de número (acrofonia). O número 100 era a letra H (de Hekaton = cem).

A palavra Aritmética se origina da palavra grega para número (arithmos), enquanto a palavra capital, hoje conceito de riqueza ou de patrimônio, se origina da palavra latina capita (cabeça), em razão do conceito de patrimônio expresso por cabeças de rês ou vaca.

No século III a.C., Euclides, o maior matemático da Antiguidade, estrutura o conhecimento matemático.

No século V, os hindus criaram um sistema de numeração reunindo o uso do zero, o princípio de posição e a base 10. A Matemática ganhou a forma atual. Sem a invenção do zero, a numeração racional não teria sido possível. "Nenhum melhoramento da notação dos números fez-se necessário desde que essa numeração foi inventada", observa George Ifrah, autor de "História Universal dos Algarismos", 1997, sobre o zero, considerado por Ifrah uma obra-prima.

No século VIII, depois das Cruzadas, Leonardo de Pisa, matemático e comerciante, levou para a Europa o sistema indo-arábico, o qual impulsionou o desenvolvimento do mercantilismo.

No século XIV, aflorou grande produção dos matemáticos a partir dos livros árabes de Matemática. O sistema indo-arábico virou coqueluche entre comerciantes por sua praticidade.

Os algarismos arábicos, mais funcionais que os romanos, são na essência indianos, mas ficaram conhecidos como algarismos arábicos porque os árabes, favorecidos pelo seu poderio militar, divulgaram esse sistema numérico. Até o ano de 1432, enquanto dominou o Império Romano, prevaleceu o padrão dos algarismos romanos.

No século XV e XVI, estudos da Matemática entrelaçam-se com a filosofia (Descartes) e com os avanços da física (Galileu). Aparecem os cálculos com logarítmos, por exemplo.

Blaise Pascal, em 1642, construiu o primeiro instrumento moderno de calcular, a primeira máquina de computar: uma somadora, a qual, aperfeiçoada por diversos inventores, teve uma vida útil de quase 200 anos.

No século XVII e XVIII, verificou-se o momento decisivo da Matemática moderna, com a publicação de "Princípios Matemáticos da Filosofia Natual", de Isaac Newton. Surgiram novas conceituações da Matemática. Começou a ser formulada a teoria das funções.

No século XX, surgiram novos conceitos da Matemática, principalmente a partir das teorias formuladas na física por Albert Einstein e Max Planc, nas áreas da física quântica e da relatividade. A partir do final da Segunda Guerra Mundial, surgem a teoria dos fractais e a teoria dos jogos.


SISTEMA MÉTRICO DECIMAL

O Brasil adotou o sistema em 1862, por decreto de dom Pedro II, e abandonou as medidas de varas, braças, léguas e quintais.

O metro, baseado na linguagem decimal, é a unidade-padrão de comprimento e, a partir dele, foram definidos os padrões de massa e volume: o grama é a massa de 1 decímetro cúbico de água pura a 4ºC, e o litro é o volume de um cubo com 10 centímetros de lado, ou seja, 1 decímetro cúbico.

Nas tradições feudais e absolutistas, os governantes adotavam sistema de medição próprio como forma de expressão do poder e dominação. A Revolução Francesa, em 1789, rompeu com todo esse tipo de tradição e adotou idéias inovadoras. Inspirada no Iluminismo, movimento ideológico segundo o qual a razão era o pilar do desenvolvimento humano, a Revolução Francesa resolveu adotar o conceito de medida universal e incumbiu à Academia Francesa de Ciências a criação de medições padronizadas, missão iniciada em 1792 por uma equipe de cientistas. Sete anos depois, nasceu a definição do metro.

No Egito e em outros povos da época, as medidas eram inspiradas no corpo humano: a unidade mais usada era o côvado, a distância do cotovelo até a ponta do dedo médio. O sistema romano, influenciado pelo grego, era composto de unidades como polegada, pé, onça e libra. Na França, o pé-de-rei oficial de Paris equivalia 32,5 centímetros.

Hoje, o sistema internacional de unidades estabelece: o metro é a medida oficialmente usada nas atividades científicas, econômicas e industriais. Segundo a definição atual, "o metro equivale a 299.792.458 avos da distância percorrida pela luz no vácuo durante um segundo".

Inglaterra, EUA e outros adeptos do sistema britânico resolveram adotar o sistema métrico decimal e ora estão em fase de transição. A União Européia obriga os países membros a utilizarem o sistema métrico nas transações comerciais.