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ARTIGOS



UÍSQUE & CONHAQUE

É uma aguardente feita de grãos fermentados de centeio, milho ou cevada.

“A palavra ‘whiskey’ ou ‘whisky’ deriva do Irlandês ‘uisce beatha’ ou do Escocês-Gaélico ‘uisge beatha’, traduzido do Latim Intermediário ‘aqua vitae’, ou seja, água da vida.” (Sol Steinmetz).

O bourbon é um uísque americano feito de milho e centeio, assim chamado porque produzido originariamente no condado de Bourbon, no Kentucky.

A água é um dos fatores que fazem a distinção do “scotch whisky”. A água escocesa é considerada pura, cristalina e com zero de poluentes.

O malte escocês, destilado duas vezes, é composto de cevada e turfa (vegetal em decomposição existente nos pântanos da Escócia; é uma moita escura, úmida e desagradável, que dá ao uísque aquele sabor inconfundível de fumaça).

O “blended whisky” é uma mescla de malte escocês com “grain whisky”, produzido com cereais (geralmente milho, ao qual podem ser acrescentados centeio, cevada e trigo) e destilado uma única vez. O “master blender” faz a mistura.

O “vatted malt” mistura maltes de várias destilarias (muito caro). O “single malt” é o malte de uma única destilaria (muitíssimo caro). O “single malt cask” é o malte de uma única destilaria envelhecido num único barril (ofensivamente caro).

A qualidade do uísque não está ligada diretamente ao tempo de envelhecimento, mas sim a um “blend” perfeito.

CONHAQUE

É o destilado do vinho e cerca de cinco litros de vinho são necessários para fazer um litro de conhaque. O nome Cognac só pode ser usado para o produto feito nos 80 mil hectares da região demarcada de Cognac, na França.

O rótulo V. S., ou três estrelas, significa que o conhaque mais novo da composição envelheceu no mínimo três anos; o rótulo V. S. O. P., cinco anos ao menos. No rótulo X. O., não há limite oficial, mas as melhores casas utilizam líquidos com mais de dez anos.

O Brasil é um país com muitos amantes do uísque, e o conhaque é boa alternativa ao destilado escocês, observam alguns importadores de conhaque.

Marcas de conhaque trabalham para aumentar o seu consumo como aperitivo e não apenas como digestivo, no final da refeição. A bebida como aperitivo deve ser servida no mesmo copo bojudo, mas com duas pedras de gelo.

Até o século XVII, o conhaque era consumido como o uísque, antes das refeições. O hábito acabou com o advento da filoxera, praga que destruiu os vinhedos europeus. Em consequência, verificou-se a elevação dos preços do vinho, a qual tornou quase proibitivo o consumo do conhaque em doses maiores.

COGNAC

Todo ´cognac´ é um ´brandy´, mas nem todo ´brandy´ é um ´cognac´. ´Brandy´ é o nome genérico para destilados elaborados a partir de frutas (qualquer fruta, como os Calvados, destilados a partir de fermentados de maçãs). O ´cognac´, além de ser originário da destilação de vinhos elaborados a partir de uvas brancas, precisa ter origem em Cognac, região a 500 km ao sul de Paris, assim como observar as normas de vinificação, destilação e envelhecimento previstas na legislação local. O vinho passa por duas destilações e transforma-se nas ´águas da vida´ (´eaux de vie´), a serem envelhecidas em barricas de carvalho. Desde o início do século XX, as classificações distinguem o tempo de envelhecimento: V.S. (´very special´), no mínimo 2 anos e meio em barricas; V.O. (´very old´) e V.S.O.P. (´very special old pale´), mínimo de 4 anos e meio de barrica; e X.O. (´extra old´), assim como os ´Napoléon´, os ´Vieux´ e os ´Vieille Reserve´, mínimo de 6 anos em barricas. A fim de tirar melhor proveito do ´cognac´, observe alguns cuidados: 1) prefira taças menores, cujo fundo caiba na palma de sua mão; grandes taças, ao permitir grandes áreas de contato do líquido com o ar, implicam muita evaporação e perda de aromas; 2) temperatura em torno dos 18ºC (não utilize velas ou qualquer outra fonte de calor para o aquecimento, a ser produzido somente pela palma de sua mão); 3) ao longo da degustação, o contato da taça com a palma da mão, ao permitir a temperatura do líquido subir lenta e gradativamente, faz despertar novos aromas; ao senti-los, volte a segurar a taça pela base. O tempo de permanência das sensações distingue o bom conhaque. Um X.O. pode permanecer na boca por vários minutos após ser bebido (VIP, São Paulo: Abril, n. 255, jul. 2006, p. 56).

DESTILADAS & FERMENTADAS

A principal diferença da bebida destilada (uísque e outras aguardentes, conhaque, vodca) para a bebida fermentada (vinho e cerveja) é o teor alcoólico: a destilada contém muito mais álcool que a fermentada.

Mas toda destilada surge primeiro como fermentada.

A fermentação de cereais (a cevada, na cerveja) e de frutas (uvas, no vinho) transforma o açúcar em álcool: microorganismos se alimentam do açúcar e expelem o álcool. Quando acaba a fermentação, não há mais açúcar para ser convertido em álcool.

A destilação é um processo para tornar mais concentrado o álcool presente nos líquidos fermentados.

Na destilação, o líquido fermentado é aquecido até ferver. O álcool entra em ebulição primeiro e o seu vapor, uma vez condensado, forma um líquido de maior concentração alcoólica. O processo pode ser repetido e o líquido pode chegar a ter 70% de álcool.

A cevada produz a cerveja (fermentada) e o uísque (destilado). Após a fermentação, favorecida por leveduras (fungos que se alimentam de açúcar e produzem o álcool), o resultado é a cerveja (5% de álcool). Para a fabricação do uísque, o líquido fermentado segue para a destilação.

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Em cinco anos, a venda do uísque importado encolheu 40%. O produto perdeu mercado para os vinhos e outras bebidas de baixo teor alcoólico. Em seu melhor momento, em 2000, a venda do uísque importado atingiu 20 milhões de garrafas. Hoje, soma 12 milhões. O “Jameson”, da Irlanda, é a marca de uísque com maior crescimento no mundo (“whiskey” é a grafia do destilado irlandês) (Valor, São Paulo, 25 nov. 2005, p. B5).

O álcool é, conforme pesquisa da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD), a droga mais consumida no Brasil: 63% das pessoas consomem algum tipo de bebida alcoólica; 45% dos problemas familiares ou conjugais estão relacionados ao hábito de beber de outra pessoa da família (Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 nov. 2005, p. C1).

Claive Vidiz, paulista, 72 anos, o maior colecionador de uísque do mundo, vendeu para a `Diageo´, a maior empresa de bebidas ´premium´ do mundo, a sua coleção de uísque, composta de 3.383 garrafas. Sob o título ´Claive Vidiz Scotch Whisky Collection´, a coleção será mantida em exposição na Escócia. Além das garrafas, a coleção reúne 238 livros sobre uísque. O Brasil é o 4º maior mercado consumidor de uísque escocês do mundo (Folha de S. Paulo, São Paulo, 19 out. 2006, p. E6).