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ARTIGOS



LIDERANÇA

Algumas maneiras de liderar sempre pareceram funcionar. Elas se transformaram em minhas oito regras, diz Jack Welch no capítulo de sua obra “Paixão por vencer” publicado por Exame, São Paulo, 27 abr. 2005, p. 26.

São as oito regras de Welch, ex-CEO da GE:

1) Líderes são incansáveis no aperfeiçoamento da equipe – O líder precisa investir em três atividades: a) avaliar as pessoas (para ter as pessoas certas nas funções certas, assim como apoiar e promover quem estar bem colocado e afastar quem não estar); b) treinar as pessoas (para ajudar cada um a melhorar seu desempenho); e c) construir a auto-confiança de sua equipe (o combustível das equipes vencedoras).

2) Líderes fazem todos vivenciarem a visão – O líder deve projetar a visão (missão) para todos, ou seja, a visão deve chegar não somente aos colegas mais próximos, mas também ao pessoal da linha de frente.

3) Líderes emitem energia positiva e otimismo – Um executivo vibrante, com atitudes positivas, de alguma forma acaba liderando uma equipe ou uma empresa repleta de pessoas vibrantes, com atitudes positivas. Já o pessimista crônico, sempre de mau humor e de cara fechada, acaba rodeado por uma tribo de infelizes, e tribos de infelizes têm muita dificuldade para vencer.

4) Líderes conquistam a confiança com transparência – O líder deve demonstrar franqueza, reconhecer os méritos e manter os pés no chão para conquistar a confiança de seu pessoal. Ao tornar-se um líder, você passa a ter a responsabilidade de conseguir o máximo dos outros.

5) Líderes ousam tomar decisões impopulares – A tarefa do líder é ouvir e explicar-se com clareza, mas ir adiante. O líder não é para ganhar concurso de popularidade.

6) Líderes pressionam sua equipe em busca de ação – O líder deve sempre questionar e suas perguntas devem provocar debates e levantar temas para a ação. O especialista deve esforçar-se para dar todas as respostas, mas, quando se é líder, a tarefa é fazer todas as perguntas.

7) Líderes incentivam a tomada de riscos e o aprendizado – O líder, para criar uma cultura propícia à tomada de riscos, deve admitir abertamente seus erros e explicar as lições aprendidas por meio deles. O chefe não é para ser a fonte de todo o conhecimento. Welch, ao descobrir alguma boa prática em outra companhia, “armava o circo” na GE.

8) Líderes celebram – As comemorações criam uma atmosfera de reconhecimento e de energia positiva.

Liderança servidora

Liderança representa a sua capacidade de influenciar pessoas a agir, e pode ser exercida pela autoridade e pelo poder, explica James Hunter, autor de “O monge e o executivo” (São Paulo: Sextante).

A liderança por autoridade significa fazer as pessoas seguir você de livre e espontânea vontade. Quando você usa o poder, você obriga as pessoas a fazerem a sua vontade, por conta de sua posição hierárquica.

Quando usa a autoridade, as pessoas fazem a sua vontade com satisfação, por sua influência pessoal, o único meio de contar com o coração, a mente e o espírito dos profissionais e não apenas com as pernas, braços e mãos. Esse processo passa pelo conceito de espiritualidade e implica reconhecer um significado maior em nossas atividades.

Cabe ao líder servir às pessoas lembrando-as da importância de seu trabalho, ajudando-as a ver sentido nesse trabalho e a desenvolver-se. Quando mais servimos, mais bem-sucedidos somos. O verdadeiro amor, segundo James Hunter, significa espontaneamente servir o outro e ajudá-lo a tornar-se melhor, o grande teste de liderança.

O principal desafio para o líder aprender a amar e a servir é vencer o ego. Várias pessoas ainda preferem servir a elas mesmas. Algumas das empresas mais bem-sucedidas no mercado norte-americano seguem o conceito da liderança servidora. As empresas têm de contar com pessoas engajadas (Você S/A, São Paulo, n. 82, abr. 2005, p. 28).

Elementos da liderança

Os cinco elementos essenciais da liderança, de acordo com Paul Hersey, fundador do “Center for Leadership Studies – CLS”, Califórnia, EUA, são: 1) adotar a responsabilidade para o seu próprio desenvolvimento ou ser assertivo sobre seu próprio crescimento; 2) ter um pensamento bom ou uma meta realista na mente, e essa meta deve ir ao encontro de sua satisfação pessoal e, ao mesmo tempo, das necessidades da empresa; 3) procurar e aceitar a ajuda de um mentor bem sucedido, e esse mentor deve estar disposto a investir em sua pessoa; 4) provar ser merecedor do investimento da empresa em sua pessoa; 5) aprender as habilidades para uma nova posição antes de alguém pedir, ou seja, viabilizar a promoção.

O líder ideal é adaptável, isto é, domina vários estilos para poder exercitá-los na hora certa. O líder ideal é flexível, vale dizer, é capaz de escolher entre estilos diferentes para atender situações adversas. Por fim, o líder ideal torce pelo sucesso dos outros.

O verdadeiro teste de liderança é avaliar o quanto você consegue desenvolver bem as outras pessoas. Você deve aprender as habilidades para conduzir as pessoas a atingir as suas necessidades de desempenho. A liderança pode ser ensinada. A boa liderança não diz respeito somente ao seu desempenho individual, mas principalmente sobre o impacto de seu trabalho sobre os outros (Valor, São Paulo, 02 maio 2005, p. B6).

Pesquisa

Para 67% das pessoas, só é líder quem está em cargo de gerência. Para 31% das pessoas da mesma amostra, líder é qualquer pessoa com influência sobre as demais. Para 2%, os líderes são aos talentos, concluiu amostra realizada pela Fundação Dom Cabral com 242 gestores e 161 empresas. Para 77% das pessoas, a liderança (inata ou não) pode ser desenvolvida. Após a realização de programas para a formação de líderes, 87% das pessoas percebem melhoria na produtividade; 79% no clima organizacional; 74% na redução de custos (Gazeta Mercantil, São Paulo, 09 maio 2005, p. C-8).

Inversão da pirâmide

Possível de ser aprendida e desenvolvida, a liderança é uma habilidade de influenciar pessoas com a finalidade de levá-las a trabalhar entusiasticamente a fim de atingirem objetivos para o bem-comum, interpreta Martus Tavares, secretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo, sobre a definição de liderança proposta por James C. Hunter, autor de “O monge e o executivo”. A construção da verdadeira liderança, exercida por meio da autoridade e não por meio do poder, exige desejo de mudar e disciplina para adquirir novos hábitos e habilidades. Os relacionamentos corporativos devem ser vividos numa perspectiva aberta, de amor, de compaixão, de serviço, de doação, de compromisso. Assim como o amor, a liderança é paciência, bondade, humildade, respeito, generosidade, perdão, honestidade e confiança. Esse tipo de liderança assegura o cumprimento da missão organizadora e traz importantes recompensas pessoais, geradas pela alegria de conduzir-se em sintonia com os princípios profundos e permanentes da vida. Hunter inverte a pirâmide caracterizadora do modelo organizacional tradicional e coloca no topo o cliente, seguido pelos associados e empregados, supervisores, gerentes e pelo presidente, conclui Martus Tavares (Valor, São Paulo, 27 out. 2005, p. D6).

Liderança

Um líder completo deve ter oito atitudes, segundo Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna (Você S.A., São Paulo: abril, n. 96, jun. 2006, p. 45):

1) perguntar sobre as providências a serem necessariamente tomadas;

2) buscar as coisas certas para a empresa;

3) ter um plano de ação claro;

4) não fugir das responsabilidades;

5) ser um bom comunicador;

6) ter foco em oportunidades, não em problemas;

7) transformar as reuniões em acontecimentos produtivos;

8) usar o pronome pessoal ´nós´ e evitar o ´eu´.