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ARTIGOS



INVESTIMENTO PARA MULHERES

Há diferenças básicas de comportamento entre a mulher e o homem na hora de investir. Mulheres e homens são diferentes e seus investimentos devem refletir as diferenças, diz Mara Luquet (Valor, São Paulo, 17.set.2004, “Eu & fim de semana”, p. 14).

Aspectos como paciência, tenacidade e pragmatismo são atribuídos às mulheres e fazem elas saírem-se melhor em suas aplicações, principalmente em momentos de crises. As mulheres conseguem suportar melhor os solavancos do mercado quando a crise chega.

A base de um programa de investimentos é a mesma para qualquer pessoa, ou seja, diversificar ou diluir o risco é a regra de ouro para qualquer investidor. A forma de diversificar a carteira vai refletir as características pessoais. Essas características tendem a estar impregnadas de elementos do grupo ao qual a pessoa pertence. Mesmo entre mulheres, é possível separá-las em categorias.

Emoções fazem parte de qualquer programa de investimento, e as mulheres já estão acostumadas a lidar com emoções.

O cérebro feminino é predominantemente programado para empatia, e o cérebro masculino é predominantemente programa para sistemas de construção e compreensão, concluiu Simon Baron-Cohen, professor de psicologia e psiquiatria da Universidade de Cambridge, realizador de pesquisa sobre a diferença entre sexos. Empatia é a capacidade de identificar emoções e pensamentos de outra pessoa, respondendo a eles com emoção apropriada, explica Baron-Cohen. Sistematização (continua Baron-Cohen) é a capacidade de analisar, explorar e construir um sistema. A sistematização simplesmente não funciona nas situações nas quais esteja em jogo a variação dos sentimentos de uma pessoa. Adverte Baron-Cohen: A inteligência como um todo não é melhor num sexo ou no outro, mas os perfis, refletindo forças relativas em determinadas áreas, diferem.

A forma de conseguir independência financeira é muito diferente para homens e mulheres. Para as mulheres, o caminho é mais difícil, avalia Eliana Camparo Bussinger, coordenadora do programa de educação financeira do Banco do Brasil. As mulheres, em 2002, ganhavam em média 30% menos em relação aos homens nas mesmas posições de trabalho, segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2003, do IBGE. Filhos, pais, trabalho e, não raro, maridos, compõem uma lista de prioridades e a mulher se coloca em último lugar. A criação ou manutenção da família é o fator de impacto mais significativo na vida financeira das mulheres. Por essas razões, as mulheres acabam tendo menos capacidade de acumulação financeira e, não raro, costumam abrir mão de pensar no futuro e colocam mais ênfase na visualização do futuro dos filhos, observa Eliana Bussinger. Mais de um quarto dos domicílios brasileiros já está sob o comando exclusivo de mulheres; em alguns casos, como em lares com crianças de 0 a 6 anos, essa porcentagem ultrapassa 50%.

Milhões de mulheres, acrescenta Eliana Bussinger, estão conduzindo suas vidas diárias com pouco ou nenhum conhecimento financeiro, e essa deficiência representa alta vulnerabilidade a fraudes e práticas abusivas.