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ARTIGOS



TELEVISÃO E ONDAS ELETROMAGNÉTICAS

A televisão de alta-definição ou simplesmente “high-definition digital television – HDTV”, a maior revolução no modo de ver televisão após a introdução das transmissões em cores, oferece áudio e vídeo com qualidade superior. O “HDTV” é apenas um dos padrões oferecidos pela transmissão digital (o padrão “enhanced-definition TV – EDTV” tem resolução reduzida).

Há a transmissão analógica e a transmissão digital. Em ambos os casos, a melhor maneira de transmissão é a via cabo, mas as informações podem ser transmitidas também via satélite ou pelas tradicionais ondas de rádio ou radiodifusão (ver, a seguir, ondas eletromagnéticas).

Na transmissão digital, as informações de som e imagem chegam no código binário (composto de 0 e 1), o mesmo utilizado em computador.

Na televisão analógica (“NTSC”), a imagem forma-se por meio de 525 colunas horizontais por 500 pontos em cada; na televisão de alta-definição (“HDTV”), a resolução é de até 1.920 x 1.080. A maior quantidade de pontos faz eles ficarem mais próximos uns dos outros e propicia ganhos sensíveis na definição da imagem. Outra diferença na imagem é o “frame” (quadros por segundo ou mudança de cor e de intensidade de brilho por segundo): no televisor analógico, é de 30 vezes por segundo; no televisor de alta-definição, 60, o mesmo usado em monitores de micros.

O televisor analógico (“NTSC”) recebe as imagens na proporção de 4:3, ou seja, 4 polegadas de largura por 3 de altura. O televisor de alta-definição (“HDTV”) recebe as imagens na proporção de 16:9, em telas retangulares (“widescreen”), e proporciona um campo de visão maior, sem causar distorção de proporções.

O áudio estéreo do televisor analógico é de apenas 2 canais, enquanto o do televisor de alta-definição é de 5 canais independentes (sistema “Dolby Digital”), além do “home-theater”. Com cada um dos 5 alto-falantes emitindo o áudio de um canal diferente, a sensação é de um som mais realista, vindo de todos os lados.

Operadoras de TV a cabo (Sky, NET e TVA) já iniciaram a transmissão digital, mas ainda está em fase de estudos pelo governo o sistema a ser adotado no Brasil para a transmissão digital via radiodifusão (TV aberta). A transmissão via a cabo e a via radiodifusão utilizam sinais diferentes, daí a necessidade de instalação de decodificador para os televisores receberem os sinais transmitidos via a cabo. O governo estuda um sistema de transmissão digital via radiodifusão capaz de não exigir a troca de televisores, mas apenas um conversor de sinais. (Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 nov. 2004, p. F2).

O televisor mais comum é o tipo “cathode ray tube – CRT” (tubo de raios catódicos). Mais econômicos e duráveis, limitados ao tamanho de 38 polegadas, os modelos antigos têm tela curva e os modelos atuais, tela plana com formato 4:3 ou 16:9 (televisores “HDTV” de custo mais baixo). Há ainda o televisor com tela de cristal líquido (“liquid crystal display – LCD”) e o televisor com tela de plasma. A tela LCD (fininha) oferece muito boa qualidade de imagem; o preço do televisor é bastante alto; permite o funcionamento de TV e monitor de PC. A tela de plasma combina “design” impecável com telas grandes e ótima qualidade de imagem; tem a menor vida útil; o tamanho mais comum é de 42 polegadas. Outro tipo de televisor é o de retroprojeção de raios catódicos (a imagem gerada pelos canhões de raios catódicos é rebatida num espelho e projetada em tela translúcida), encontrado em tamanhos a partir de 43 polegadas e preço bem inferior ao de tela de plasma (Info, São Paulo, n. 225, dez. 2004, p. 43).

O Decreto Federal nº 4.901, de 26 nov. 2003, instituiu o Sistema Brasileiro de Televisão Digital – SBTVD.

O Brasil, após mais de dez anos de discussão, escolheu o padrão tecnológico japonês ´Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial (ISDB-T)´ para a TV digital. A disputa envolvia, além do ISDB-T, o sistema ´DVB´(europeu) e o sistema ´ATSC´ (norte-americano). A implantação do sistema ISDB em todo o País deverá durar 7 anos, e durante 10 anos a programação será transmitida simultaneamente nos sistemas analógico e digital (Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 jun. 2006, p. B4). Regulado pelo Decreto nº 5.820, de 29 jun. 2006, o Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T), conjunto de padrões tecnológicos a serem adotados para transmissão e recepção de sinais digitais terrestres de radiodifusão de sons e imagens, possibilitará: I - transmissão digital em alta definição (HDTV) e em definição padrão (SDTV); II - transmissão digital simultânea para recepção fixa, móvel e portátil; e III - interatividade.

ONDAS ELETROMAGNÉTICAS

Na era da informação, as ondas eletromagnéticas constituem um bem valioso (embora invisível), assim como a terra é um recurso natural essencial para a agricultura.

Todos os equipamentos sem fio, dos celulares aos controles remotos de televisão, mandam seus sinais em determinadas faixas de frequência localizadas dentro do espectro das ondas eletromagnéticas. Esse especto não é infinito nem se chegou ao limite de seu uso. O avanço de sua utilização vem sendo intenso a partir do século XX. O ritmo deve aumentar ainda mais agora com a ampliação do uso de novos produtos e tecnologias de conexão sem fio (avanço comercial do “wi-fi”e do “Bluetooth”).

A energia de campos eletromagnéticos viaja pelo espaço em forma de ondas, conforme provou em 1888 Heinrich Hertz, e essas ondas se acomodam e ocupam um lugar determinado no espectro de frequências.

A faixa de maior interesse comercial, ao longo do espectro, é a de frequência situada entre 9 quilohertz (KHz ou 1.000 hertz) e 400 gigahertz (Ghz ou 1 bilhão de hertz). No Brasil, essa faixa é administrada pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).

As faixas mais valiosas são as das ondas de frequências mais baixas e de maior comprimento (longas), capazes de viajar longas distâncias e ainda atravessar objetos sólidos, como as paredes dos edifícios. Elas são utilizadas pela televisão aberta e pelo rádio. A tecnologia já conseguiu tornar o especto mais eficiente, mediante a compactação das informações, e uma faixa de frequência, antes utilizada para conduzir os sinais de vídeo de um canal de televisão, pode agora ser utilizada por dez canais, muitas vezes nas duas direções, origem da televisão interativa. As ondas de frequências mais altas são pequenas e podem ser obstruídas com mais facilidade.

A frequência das ondas é medida em Hz (hertz), indicativo da velocidade do ciclo das ondas (subida e descida). Ondas de 1 megahertz (MHz) completam 1 milhão de ciclos em 1 segundo.

As inovações determinam uma intensificação do loteamento do especto. São alguns dos destaques das inovações: transmissão de rádio transatlântica, em 1901; televisão, em 1925; televisão em cores, 1928; forno de microondas, 1947; primeiro satélite de comunicações (TELSTAR), em 1962; celular no Brasil, em 1990; avanço do “wi-fi” e do “Bluetooth”, em 2001. (Veja, São Paulo, n. 1.874, 06.out.2004, p. 108).

O ouvido humano é capaz de detectar vibrações sonoras entre 20 e 20.000 ciclos por segundo (´espectro audível). Todos os sons circulando aquém ou além desses dois limites escapam da teia do nosso equipamento auditivo (Giannetti, Eduardo. ´O valor do amanhã`. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 141).