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ARTIGOS



VINHOS ALEMÃES, HÚNGAROS E SUÍÇOS

Os romanos introduziram, no século III a .C., a viticultura na Alemanha.

Hoje, a Alemanha elabora vinhos extraordinários, mas uma grande produção de vinhos baratos prejudica sua reputação. A lei alemã não ajuda a alterar essa situação.

Principal uva alemã, a "riesling", uma vez amadureça lentamente durante um verão fresco, é capaz de um equilíbrio sublime e único no mundo entre a acidez e a doçura, mesmo com níveis de álcool ridiculamente baixos e uma acidez assustadoramente elevada.

A "muller-thurgau", a "silvaner" e a "kerner" são outras castas brancas. A "spatburgunder", encontrada principalmente em Baden, a "trollinger" e a "portugieser" são castas tintas.

Quase todas as vinhas se situam na metade sul do país. As principais regiões vinícolas são: Mosela-Saar-Ruwer, o vale do Reno (Pfalz, Rheinhessen, Reinghau, Mittelrhein e Ahr).

Reinghau representa o apogeu do Reno e lá encontramos muitos dos mais famosos vinhos alemães.

O vinho "Liebfraumilch", originário de Rheinhessen, é produzido, indistintamente, com pelo menos 70% das castas "muller-thurgau", "silvaner", "kerner" ou "riesling". Maior região vinícola alemã, Rheinhessen produz enorme quantidade de vinho adocicado e aguado.

Todas as regiões vinícolas alemães se baseiam, em maior ou menor extensão, em rios, e o Reno é o principal deles. Ele nasce na Suíça e tem vários afluentes importantes: Mozela, Nahe e Main. Grandes massas de água moderam os extremos da temperatura e, também, refletem a luz do sol sobre as vinhas.

São categorias do vinho alemão:

  • "Qualitattswein bestimmter Anbaugebiete (QbA)", vinho de qualidade de regiões designadas; os vinhos são vulgares;

  • "Qualitattswein mit Pradikat (QmP)", vinho de qualidade com atributos especiais; tem seis subcategorias: "Kabinett", feito de uvas maduras, produz vinhos leves (podem ter apenas 7% de álcool); "Spatlese", feito de uvas apanhadas tardiamente; "Auslese", feito de cachos escolhidos de uvas apanhadas tardiamente; alguns com uvas afetadas por "botrytis" (secos ou doces); "Beerenauslese", feito de uvas afetadas pela podridão nobre escolhidas individualmente (muito doce); "Trockenbeerenauslese", feito de uvas enrugadas devido ao sobreamadurecimento (doces e raros); "Eiswein", feito de uvas apanhadas e esmagadas enquanto congeladas;

  • "Qualitattswein garantierten Ursprungslage (qbU)", vinho com 100% das uvas provenientes da área identificada no rótulo;

  • "Einzellage", vinho de uma só vinha.

  • "Grosselage", vinho de um grupo de vinhas.

  • "Anbaugebiet", vinho de uma região vinícola.

As categorias de qualidade denotam mais o nível de amadurecimento das uvas e a quantidade de açúcar presente no sumo das uvas, avalia Oz Clarke, autor de "Atlas do Vinho" Na Alemanha, um país frio, as uvas tem dificuldade de amadurecimento.

Pfalz, uma região relativamente mais quente e com mais horas de sol, produz vinhos ricos e encorpados, e Mosela, mais fria, produz vinhos magros e delicados.

O clima, mais seco e ensolarado, permite o melhor amadurecimento das frutas. A melhor maturação determina frutas com maior conteúdo de açúcar. O maior conteúdo de açúcar produz bebida com maior teor alcoólico, pois na fermentação o açúcar se transforma em alcóol.


VINHOS HUNGÁROS - A Hungia produz um dos vinhos mais fabulosos do mundo: um "néctar dos deuses" com o nome da cidade de Tokaj, de castas "furmint" (2/3), "harslevelu" e de "muscat de ottonel", uvas ricas em açúcar. A reputação do Tokaj é fantástica. No começo do século XVIII era comercializado na corte de Louis XIV.


VINHOS SUÍÇOS - Apesar de a Suíça figurar no grupo dos 20 maiores produtores mundiais, é rara a exportação de seus vinhos. A produção é praticamente consumida no país. Os suíços consomem três vezes mais o volume produzido.

As regiões vinícolas mais importantes são: Valais, a região mais solarenga suíça, e Vaud. Os vinhedos de maior altitude da Eupora estão em Valais.

Em Valais, predominam as castas "pinot noir" e "gamay", entre as tintas, e as castas "chasselas" e "sylvaner", entre as brancas. Em Vaud, o vinho quase todo é branco elaborado com "chasselas".

O vinho suíço pode ter muito encanto e individualidade, assim como pode ser agradável para acompanhar as refeições, mas não é um grande vinho, avalia Oz Clarke, autor de "Atlas do Vinho".