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ARTIGOS



GUIA PARA ENRIQUECER

"Cada um de nós tem capacidade para mudar o que tem e o que é. Mesmo quem vive num barraco é capaz de agir", avalia Suez Orman, uma das consultoras de finanças de maior prestígio nos EUA, a qual ensina: "Há oportunidades em toda parte e acredito que toda pessoa, quando quer, tem a capacidade de chegar lá. É preciso coragem para mudar a situação, coragem para não se deixar abalar pelos fatos, coragem para não se conformar com menos, coragem para rechaçar um trabalho que pague menos do que você merece".

Ela alerta para as armadilhas psicológicas que nos impedem de enriquecer: "a pessoa achar que se acomodou, admitir que é vítima e acreditar que é impossível mudar a situação".

Orienta Suze: "Precisamos aniquilar um pensamento negativo com outro positivo. Precisamos pensar em prosperidade. Quem faz isso começa a se sentir forte. E, quando se sente forte, atrai dinheiro, pois começa a ficar de bem com seu verdadeiro eu. Nossos pensamentos têm muito poder. Eles têm o poder de criar ou destruir."

Uma pessoa rica, avalia Suze, "é aquela que enxerga tudo na vida como um dom de Deus, é aquela que acredita que tudo acontece para melhor, sobretudo num mundo em que é díficil entender o que acontece, é aquela que acredita que tudo tem sentido".

Conclui ela: "E para um vida realmente rica é preciso um equilíbrio entre autoconhecimento, auto-estima e patrimônio. Há bilionários alcoólatras, viciados em drogas. É gente que ainda não se descobriu".

Suze insiste no aspecto do autoconhecimento: "Tanto o controle sobre a própria vida como o controle sobre o dinheiro dependem do autoconhecimento. É preciso se conhecer. O problema é que ninguém se conhece de verdade. Nós somos mais do que o que temos." Sócrates ensinava no século V a. C .: "Conhece-te a ti mesmo." Peter Drucker recomenda que a regra número 1 para o sucesso na vida profissional é: "Saiba quem você é."

Observa Suze sobre o problema da falta de controle sobre os gastos: "Aquele que tem medo, que tem vergonha, que tem raiva acaba gastando mais do que deve para tentar aplacar essas emoções e ficar em paz. Medo, raiva e vergonha são os três obstáculos internos à riqueza. Quando a pessoa tem medo e vergonha acaba sem forças. Sem forças, perde a auto-estima. E sem auto-estima, gasta mais ainda".

Suze é contra a opinião de muitos consultores de que é preciso tomar nota de cada centavo para montar um orçamento. Ela diz que odeia isso e recomenda: "Em vez de anotar tudo, de prestar atenção em cada centavo gasto, sugiro primeiro que a pessoa busque em si a resposta para o fato de gastar mais do que tem. E só depois olhar no que gasta."

Se o dinheiro não dá nem para pagar as contas ? Responde Suze: "Uma saída é tentar ganhar mais. Sei que é dificil, mas é necessário. E por que a pessoa não ganha mais ? Porque não se valoriza. E o mundo, em resposta, também não a valoriza."

Mas Suze recomenda que uma pessoa interessada em se livrar das dívidas deve anotar num papel tudo o que deve e tudo o que tem na conta bancária. Ela analisa: "A maioria das pessoas não enxerga a própria situação. Quem não enxerga a situação acaba se enganando. Faz de conta que está tudo certo, que pouco importa se deve ou não, que vai dar um jeitinho, que não tem importância."

Suze diz que seguiu uma regra para conquistar a sua liberdade financeira: "Comprar só que preciso e não o que o dinheiro permite. Ainda que seja multimilionária, analiso cada centavo que gasto. Faço isso porque tenho respeito pelo dinheiro".

A regra de Suza lembra a regra de comedimento da costureira citada por Machado de Assis, como esperta e afreguesada, no conto "Teoria do Medalhão": "Quanto mais pano tem, mais poupa o corte. Menos monte alardeia de retalhos."